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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

PL 5069/2013: um retrocesso histórico para as mulheres brasileiras. Por: Tatianny Araújo e Rejane Hoeveler

Texto escrito pelas companheiras Tatianny Araújo e Rejane Hoeveler para o Blog Junho
Disponível no link : http://goo.gl/KqEnXr

 
Na mesma semana em que víamos, chocados, diversos homens adultos assediando uma menina de 12 anos nas redes sociais, em mais um exemplo da cultura de estupro enraizada em nosso país, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovava, por 37 votos contra 14, o Projeto de Lei (PL) 5069/2013, de autoria do deputado Eduardo Cunha, que altera o entendimento sobre o que se considera violência sexual. O projeto, encaminhado ao plenário na Câmara, muda a legislação sobre o tema, que desde 1940 permite o aborto em caso de estupro, e aumenta consideravelmente a criminalização da prática do aborto, negando às mulheres não apenas o direito a decidir sobre seu corpo, como também o direito humano básico a receber atendimento e orientação dos profissionais da saúde.

A pílula do dia seguinte e a proibição de atendimento às mulheres na rede pública

Hoje, a pílula do dia seguinte pode ser encontrada em farmácias e usada para profilaxia da gravidez, evitando assim, gravidez indesejada, seja pelo sexo consentido ou não. O projeto de lei prevê maior controle por parte do Estado de substâncias tidas como abortivas, e, embora ainda não preveja diretamente a proibição completa do uso da pílula do dia seguinte, obriga a que ela só seja indicada em casos comprovados de estupro, isto é, depois que a mulher fizer notificação policial e exame de corpo delito.

Como a lei 12.845/2013 garante atendimento integral no SUS, elas hoje podem ir diretamente à uma rede de atendimento médico público, onde lhe é garantido a pílula do dia seguinte, exames de doenças sexualmente transmissíveis, orientação e cuidados. Não é preciso comprovar via notificação à polícia a violência sexual para ter garantia de atendimento. Devido à responsabilização da vítima, ao péssimo atendimento e humilhações, muitas vezes à falta de apoio da família, no caso das meninas e adolescentes, e também à realidade de que muitas vezes nada acontece com os agressores, muitas mulheres não denunciam a violência sexual sofrida.

O bom atendimento – que não é garantido em toda rede SUS do país, e isto já é um entrave – aumenta em muito as chances da vítima a se sentir pronta para a denúncia. Se isso se inverte, é evidente que teremos um número ainda maior de casos desconhecidos e, muito provavelmente, a ampliação da violência sexual contra a mulher, pois os agressores terão aumentada a certeza de que poucos serão denunciados. A maior parte das mulheres que sofrem violência sexual são meninas e jovens, vítimas de seus próprios familiares, na maioria dos casos. Elas não denunciam, e, com isso, estarão impedidas de evitar gravidez ou abortarem quando grávidas de seus algozes.

O PL obriga que o Boletim de Ocorrência (B.O.) e o exame de corpo de delito sejam obrigatórios para que a mulher possa ser atendida no SUS. Assim, exige-se como primeiro passo aquilo que deveria ser o último, pois é sabido que a mulher precisa se sentir segura, receber um bom atendimento, que seja humanizado e com equipe multidisciplinar, para se encorajar a fazer a denúncia. Ou seja, aquela mulher, menina ou adolescente que foi violentada, e que está extremamente vulnerável emocionalmente, terá que “provar” que foi violentada, encarando um exame de corpo de delito (numa delegacia que frequentemente não a acolhe devidamente), para, quem sabe, ter algum atendimento médico…

Maior criminalização, em especial dos profissionais de saúde

Com o projeto, as penalidades relativas à prática do aborto aumentam significativamente. “Induzimento, instigação, orientação ou auxílio ao aborto” são tipificados como crime penal. Além disso, há mudanças profundas no que tange o acesso à informação. O projeto prevê que ninguém possa dar informações às mulheres, mesmo quando é sabido que ela irá fazer o aborto de qualquer forma, fazendo com que qualquer informação vire delito, seja ela feita por profissionais de saúde, movimento de mulheres, amigas…todos agora passam a ser tipificados a ponto de sofrer penalidades![1] Isso causará, imediatamente, um aumento exponencial de problemas decorrentes de abortamento clandestino, que já são alarmantes.

Para os profissionais de saúde as penas serão maiores, fazendo com que não se possa contar com os agentes públicos sequer para prestar os esclarecimentos e a orientação adequada às mulheres. No caso de médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde, a pena de prisão pode ser de 5 a 10 anos; e de 4 a 8 anos para quem “anunciar processo, substância ou objeto destinado a provocar aborto, induzir ou instigar gestante a usar substância ou objeto abortivo, instruir ou orientar gestante sobre como praticar aborto, ou prestar-lhe qualquer auxílio para que o pratique”.[2]

Política pública vira questão de “consciência”

Outra mudança muito importante no Projeto é que ele inclui a questão da “objeção de consciência”. Pelo projeto, o profissional que for contra a aborto, por questões religiosas, por exemplo, pode se isentar de fazê-lo mesmo em casos previstos em lei. Isso significa que será o profissional de saúde que, no limite, vai decidir, não por questões de práticas em saúde ou pareceres técnicos, mas pela sua compreensão subjetiva, pessoal, sobre o tema. Essa mudança atenta diretamente contra a laicidade do Estado, pois transforma a política pública em uma questão de fé individual.

Mesmo hoje, dentro dos casos em que o aborto é legalmente permitido, não é fácil encontrar atendimento em rede pública, e são poucos os centros de referência, como o Hospital Pérola Byington, em São Paulo, ficando as mulheres numa espera longa e difícil. Por exemplo, a gravidez de anencéfalos é considerada de alto risco porque o feto fica em posição anormal e há o perigo de acúmulo de líquido no útero, descolamento da placenta e hemorragia. E não há perspectivas de longa sobrevivência para o feto, que em muitos casos morre durante a gestação. Por mais que o aborto neste caso seja previsto, ainda há desinformações, e inúmeros profissionais alegam razões de foro íntimo para recusar o atendimento. Para dificultar ainda mais, o PL 5069/2013 vai garantir a esses profissionais, que já têm uma conduta antiética hoje, a alegação do “direito de consciência”.

O PL abre caminho para medidas cada vez piores

Atualmente há 15 projetos relacionados ao tema do aborto na Câmara dos deputados. Dentre eles, 13 visam a maior criminalização das mulheres, e apenas dois projetos, que não conseguem transitar, apresentam medidas progressistas em relação ao tema.[3] Eduardo Cunha também é autor do PL 1545/2011, que prevê pena de 6 a 20 anos para o médico que realiza aborto, além da cassação do registro profissional.[4]

O PL 7443/2006 transforma o aborto em crime hediondo; e o PL 6033/13 revoga completamente a Lei 12.845/2013, aquela que garante o atendimento integral. O PL 1035/1991 e o PL 2423/1989, tipificam e criminalizam o aborto como “crime de tortura” (!). 
O PL 5166/2005, de Hidekazu Takayama (PSC-PR), determina como crime a antecipação terapêutica de parto de feto anencefálico ou inviável. O PL 1413/2007, de Luiz Bassuma (PEN-BA), proíbe a distribuição, a recomendação pelo SUS e a comercialização pelas farmácias da pílula do dia seguinte. Bassuna é também autor do Estatuto do Nascituro (PL 478/2007), que proíbe o aborto mesmo em caso de estupro, e ao qual estão apensados projetos de lei que prevêem pena de detenção de um a três anos para quem realizar pesquisa com célula-tronco (PL 489/2007); e concedem pensão à mãe que mantenha a criança nascida de gravidez decorrente de estupro (PL 3748/2008) – o ultraje às mulheres conhecido como “bolsa-estupro”. Muitos desses estão arquivados, mas com a velocidade que Cunha consegue “desarquivá-los”, como fez com o PL 4330, da terceirização, não há dúvida que a sanha misógina continuará solta no Congresso.

Além disso, ainda há a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 164/2012, que diz que a inviolabilidade do direito à vida é garantia de todos “desde a concepção”, incluindo, portanto, o feto – e cuja aprovação tornaria essa concepção obscurantista parte da própria Constituição.
Ficam os direitos das mulheres e a questão de saúde pública de lado, diante de argumentos religiosos e obscurantistas. As sessões que os discutem são recheadas de citações bíblicas, com deputados se dizendo “guiados por Deus”, com “a Bíblia como Constituição” e taxando todos os que se opõem como “mercadores da morte”, “assassinos” e, curiosamente, “infanticidas”. Supostamente ungidos pela mão divina para defender “a vida”, eles selam o destino mortífero de milhões de mulheres, cruelmente acusando-as de “não se responsabilizarem pelo que fizeram”.

 A alegação de Cunha é hilária, se não fosse trágica

A alegação apresentada por Eduardo Cunha para aprovar o PL 5069/2013, é que a prática de aborto é um “plano dos Estados Unidos” e dos “supercapitalistas”, para quem as feministas fazem o “trabalho sujo”. Além de insultar o movimento de mulheres e pisar na luta por direitos sexuais e reprodutivos, Cunha e seus asseclas “esquecem” que os abortos acontecem com ou sem lei, e que são as mulheres pobres que morrem em sua ampla maioria por conta da ilegalidade. A justificativa escrita por Cunha para o projeto é uma verdadeira peça de ficção. Utilizando uma noção conspiracionista típica da extrema-direita cristã nos EUA, profundamente misógina, Cunha chegou a afirmar que “a legalização do aborto vem sendo imposta a todo o mundo por organizações internacionais (…) financiadas por fundações norte-americanas ligadas a interesses supercapitalistas”, com objetivo de promover “controle populacional”.[5]Hahaha.

A palavra “hipocrisia” é leve para a estapafúrdia alegação de Cunha de que o aborto está a serviço do “grande capital”, quando, além de afogado em denúncias de corrupção, ele está à frente dos interesses de “supercapitalistas” como aqueles que financiaram sua campanha, onde encontramos empresas como Ambev, Bradesco Saúde, Santander, BTG Pactual, Vale, a Telemont, entre diversas outras, que juntos lhe propiciaram declarados 6,8 milhões de reais em sua última campanha.[6] A Bradesco Saúde, aliás, está entre as cinco empresas que mais financiaram a campanha de 214 deputados que acompanharam Eduardo Cunha em votações emblemáticas, como a das terceirizações, do financiamento de campanha eleitoral e da redução da maioridade penal, tendo somado a eles cerca de R$4 milhões. Não por acaso Cunha vetou a CPI dos planos de saúde, a despeito de haver o número de assinaturas necessárias para sua instalação.[7] O que Cunha pretende com esse tipo de “denúncia” é justamente esconder os interesses que ele está defendendo na sua agenda parlamentar – que, ao que tudo indica, usa o calendário ao contrário.

Subnotificada, a realidade é pior do que mostram os números; com a aprovação do PL, será ainda pior

Os números impressionam. Segundo o estudo “Magnitude do abortamento induzido por faixa etária e grandes regiões”, de 2010, o número de abortos induzidos é quatro ou cinco vezes maior do que o de internações, constituindo um dos maiores causadores de morte materna no Brasil, sem contar com as complicações decorrentes. O número estimado de abortos realizados no Brasil, em 2013, está entre 685.334 a 856.668. Segundo os autores, uma a cada cinco mulheres com mais de 40 anos já fizeram, pelo menos, um aborto na vida. O que significa que pelo menos 7,4 milhões de brasileiras já fizeram pelo menos um aborto na vida.[8]

Os números são imprecisos, e a tendência a serem subestimados, principalmente pelo motivo da criminalização, é enorme. Números à parte, todos nós conhecemos mulheres, de todas as religiões ou de nenhuma, que já se viram na terrível situação de uma gravidez indesejada; mães, irmãs, primas, colegas de escola ou de trabalho, todos nós conhecemos casos os mais diversos. É a vida delas que está em jogo.

A situação dos países nos quais o aborto foi completamente criminalizado é catastrófica. Na Nicarágua, por exemplo, país campeão no que se trata de mortalidade materna na América Latina, calcula-se que “30 mil mulheres [numa população de 7 milhões] poderiam ter se salvado se o país tivesse aplicado o aborto terapêutico da forma correta”.[9] O caso da jovem Jyoti Singh Pandey, 23 anos, na Índia, espancada e estuprada por 6 homens, vindo a falecer duas semanas depois, devido à bárbara agressão sofrida, correu o mundo. Enquanto os protestos por conta do crime tomavam as ruas do país, mais um caso grave vinha a público: uma adolescente suicidou-se porque, além de não prenderem seus estupradores, tentaram fazê-la retirar a queixa, e até mesmo casar-se com um de seus algozes. A cultura do estupro é alicerçada na culpabilização da vítima e no fato de não haver punições na maioria dos casos. Mas isso não é uma coisa apenas de países como Índia ou islâmicos; no Brasil, a violência é cotidiana e, se aprovadas essas leis retrógradas, é possível que em não muito tempo tenhamos, por aqui, cenários comparáveis aos da Índia e da Nicarágua.

O conservadorismo não pode nos calar!

O PL 5069/2013 significa um enorme retrocesso para as mulheres. A bandeira democrática da legalização do aborto, vista sob o viés da saúde pública e do direito a decidir sobre seus corpos e sua sexualidade, se mostra mais do que nunca necessária. Mas o cenário nacional é assustador, pois ao mesmo tempo em que observamos mudanças retrógadas nas leis, há um ataque por parte do Congresso e do Governo Federal, que atinge os direitos trabalhistas e o fundo público. As medidas conservadoras se coadunam com o ajuste fiscal e a Agenda Brasil, a qual, por sua vez, agravará dramaticamente o problema do direito universal à saúde no país. A legislação mais conservadora e a falta de acesso à saúde pública vitimizam em sua ampla maioria as mulheres das camadas mais pobres, as mulheres trabalhadoras, especialmente aquelas em posição social mais precária. Impedir esse retrocesso é uma tarefa urgente.

Notas

[1] Na lei atual, somente quem realiza o aborto e quem participa diretamente da profilaxia está sujeito a penalidades, nos casos de abortos não previstos em lei.

[2] O projeto, os substitutivos e o relatório da CCJ podem ser encontrados em: http://bit.ly/1GINo8T.

[3] Trata-se do PL 176/1995, que propõe a legalização do aborto sem restrições (na idade gestacional de até 90 dias) e que a rede hospitalar pública e conveniada seja obrigada a proceder ao aborto mediante simples manifestação de vontade da interessada; e o PL 7633/2014, apresentado pelo Dep. Jean Wyllys (PSOL-RJ), que dispõe sobre a humanização da assistência à mulher e ao neonato durante o ciclo gravídico-puerperal e prevê o atendimento de pacientes que abortam na rede de saúde pública.

[4] Atualmente, a pena pode ser de 3 anos, só em caso de morte a prisão máxima é de 20 anos.

[5] SCHREIBER, Mariana. “A polêmica tese de Cunha contra o aborto: ‘atende a interesses supercapitalistas’.” BBC Brasil, 26 out.. http://bbc.in/1M10U8m.

[6] A lista completa está disponível em: http://bit.ly/1MTnf40.

[7] Cunha também aprovou a Emenda Constitucional (EC) 86/15, conhecida como emenda do orçamento impositivo, que obriga o Executivo a cumprir as emendas parlamentares ao Orçamento até o limite de 1,2% da receita corrente líquida realizada no ano anterior. Essa Emenda, segundo os especialistas, além de continuar o subfinanciamento do SUS, dá poder ao legislativo de “apresentar as formas e os destinos de aplicação desses investimentos, reduzindo assim a autonomia do Ministério da Saúde na condução das políticas públicas e na estruturação do SUS”. Fonte: http://bit.ly/1PUcjs5.

[8] Mais dados sobre o estudo podem ser encontrados em. http://bit.ly/1kRhCwP. Os casos de abortos legais (por estupro, ameaças à saúde e anencefalia fetal) contabilizaram em 2014 apenas 1.523 casos.

[9] Dados divulgados pela professora nicaraguense María Teresa Blandón. Ver http://bit.ly/1ihgrVx.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Encontro Ishtar Baixada (Caxias)

E nesse próximo sábado teremos mais um encontro do Grupo de Apoio ao Parto Ativo, o Ishtar Baixada no município de Caxias. O tema votado foi: VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA!!

Venham participar dos nossos encontros gratuitos e super acolhedores!

Tirem suas dúvidas, tragam acompanhantes/familiares/amigos!!!









 23/05/2015, 10h 
Rua Conde de Porto Alegre 131 - Bairro 25 de Agosto (Casa Verde ao lado do                             Laboratório Sérgio Franco) SEPE - Sindicato dos Profissionais em Educação 

Para maiores informações entre em contato com as coordenadoras:
Paula Inara - (21) 9.6898 8273
Rebeca Bricio - (21) 9.98795 1997




Não perca! Divulgue! 

 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

agradando a mamãe!

Ahhhhhhhhh, vou contar!!!!

Eu sou o tipo de mãe que gostaria muito que a sua cria gostasse de usar fantasias não só no carnaval, mas em dias comuns, como uma ida ao supermercado. Também amo galochas!!!!!!

Meu filho além de ser fisicamente igual ao pai, também não curte usar fantasias NEM NO CARNAVAL.

Sentiram o drama que eu vivo esse tempo todo?!!!

Pois bem, hoje ele faltou aula por está bastante resfriado e lá na escola do município, não aceitam crianças nesse estado, e como estou bastante em casa, muito melhor ficar com ele. E demos um pulo na padaria à pedido dele.

Já está na fase de escolher seu modelito, e o grande dia chegou... take a look:



Morry de amÔ!!!! camiseta do lanterna verde + galocha!!!!

se arrumou sozinho e não me deixou entrar em seu quarto até ele terminar de calçar as galochas.

fez uma entrada triunfal na sala e perguntou se ele estava bonito e se eu tinha gostado!!!

enchi ele de beijos! pq sou dessas!


E não satisfeito, no dia seguinte me pediu para levá-lo ao shopping e se arrumou sozinho novamente!!!!!! Pegou um short preto, e a camisa do Che que usa para dormir. Isso mesmo, para dormir... e mais uma vez quis a galocha!!!! Morry de amô, ficou lymdo! ;)

terça-feira, 19 de maio de 2015

que nem o pai...


e ele me jurou de pés juntos que estava precisando usar óculos que nem o papai dele...


arranjei uma máscara dourada que sobrou da disputa de samba que o pai participou esse ano e não é que ficou um charme!!!

bem... o pai não achou tão parecido com a armação que está acostumado a usar... #trollandoopai

segunda-feira, 18 de maio de 2015

carregador de criança...

CORCUNDA

Gui #5

E o Ogrin das montanhas completou 5 primaveras!!!!!!!

Nem acredito que o tempo passou tão rápido, já tá na hora de botar barriga again.................... #muitacalmanessahoramocinha!

Esse ano eu e papai planejamos fazer uma festa bem bacana pra chamar todos os amiguinhos dele. Infelizmente tivemos que desviar a renda da festa para assuntos mais urgentes e acabamos mudando os planos e ficou resolvido fazer um bolinho para celebrarmos mais um ano de vida dele na casa dos meus pais apenas para a família e primos ( o que chegou a 60 pessoas)

A decoração ficou bem legal, aproveitando que tudo havia sido comprado para o planejado.

Ele curtiu e isso que importou no final das contas!!!

O tema foi escolhido no ano passado, DINOSSAUROS!

Dêem uma olhada:

;)



 
gordice 1

gordice 2


o bolo... parece um tronco, né? pois é... foi proposital... #sqn

e teve pedra!

ele queria um laguinho...

o vulcão!

zona 1

zona 2

zona 3

antes do parabéns a mesa já tinha sido saqueada (dinossauros e docinhos)

Parabéns com direito a Vulcão em erupção!



terça-feira, 28 de abril de 2015

os fantasmas se divertem...

Todo final de abril tem sido igual desde quando aquele maldito obstetra fofo (só que não) do plano resolveu ser sincero comigo em nossa última consulta e disse em alto e bom som que não ficaria a minha disposição por ter muitas cirurgias agendadas (cesarianas eletivas) até sexta. Estavamos ainda na terça, ou seja, para ele, o meu filho não poderia passar de sexta!!!! Sendo que completaria 40 semanas só no dia 4 de maio, e ainda estávamos no dia 27 de abril.

A minha bolsa rompeu no dia 28 e muito estúpida, fiz como nos filmes/novelas... fui imediatamente para o hospital. Mesmo sem sentir contração!!!! Nenhumazinha!!!!!!!

E o final, todos já estão carecas de saber...

:/

Espero que um dia esses fantasmas sumam de vez!

Tive uma noite insuportável. Todos os momentos em que fechava os olhos, vinham flashes do meu trabalho de parto, aliás, da tortura que fui submetida naquele hospital universitário. Vozes com tons ríspidos e grosseiros ecoavam nos meus ouvidos, foi tudo tão real. Várias vezes eu levantei da cama com falta de ar e respirava bem fundo para ver se essa sensação horrível passava.

Uma determinada vez uma cena q me chocou mais foi quando o Gui super bebezudo ainda coberto pelo vérnix era segurado pelo obstetra como um frango assado, igual a imagem que tenho do meu nascimento e que odeio por sinal, e ele chorava muito e eu sem forças para pedir para que ele ficasse pele a pele comigo, EXATAMENTE como aconteceu no dia do seu nascimento.

eu, linda e bela coberta de vérnix já vendo o cáos que é a nossa realidade obstétrica 27/12/1983


E o pior de tudo nessa foto, foi a paradinha para fazer pose me segurando como se eu fosse um pedaço de carne, e o meu pai que fez o registro não se ligou na escrotidão que isso representa.

Me extraíram da barriga da minha mãe, cortaram meu cordão umbilical imediatamente, isso é claro!!! E Me levantaram de cabeça para baixo com a tesoura ainda no cordão umbilical!!!!!!

Cena ridícula. Falta de respeito com um ser que acabou de sair de um ambiente aconchegante, quentinho, escuro e acolhedor para ser tratado desse jeito.

Não entendo essa sociedade, sinceramente!

Infelizmente não faço ideia do que aconteceu naquele centro cirúrgico quando o meu filho foi extraído com a ajuda de um instrumento (fórceps). "Ajuda" por eu ter sido levada para aquele ambiente ainda sem dilatação total, ou seja, fizeram uma episiotomia em mim desnecessária sem nem ao menos me deixar a dilatar o necessário para deixar meu filho sair em paz. E ai tiraram ele e depois o vi muito rapidamente e o levaram para longe... são essas coisas que acabam comigo, mesmo passado 5 anos. Se praticaram comigo procedimentos desnecessarios e violentos, imaginem o q fizeram com ele?!!!!

#prapensar...



sexta-feira, 24 de abril de 2015

encontro do Ishtar Baixada

Gentchyyy!!!
Nesse próximo sábado, 25 de abril  às 10h teremos mais um encontro do Grupo de Apoio ao Parto Ativo o Ishtar Baixada com o tema: Amamentação!

Nossos encontros são abertos e gratuitos! Tragam suas dúvidas, suas experiências e um lanchinho para dividir!

Dessa vez nosso encontro será no município de Duque de Caxias, na sede do Sindicato dos Profissionais em Educação, na Rua Conde de Porto Alegre nº131 Bairro: 25 de Agosto.



Evento no facebook, clique aqui!

para maiores informações:

  • email:ishtar.baixada@gmail.com
  • blog: http://ishtar-baixada.blogspot.com.br
  • telefones de contato: Paula Inara - (21) 9.6898 8273/Rebeca Bricio - (21) 9.98795 1997/Vanessa Pangaio - (21) 99804 2422

olha o papo do malandro...

Umas três sextas atrás fui buscar o Gui na escola e ele veio todo feliz ao meu encontro e mandou simplesmente essa letra pra mim!!!!!

- "Oi mamãe, a Luana vai dormir lá em casa hoje!"
- "Ô oi?! Luana?! Quem é Luana, meu filho?"
- "A minha amiga da escola, mãe!!!" (tipo, dãã!)
- "Mas filho, a mãe dela deixa?!"

cri cri cri

Luana, sua nova BFF segundo meu filho, é a menina mais legal da turma.

Eu sou dessas, se ele acha isso, eu também acho!

voltando...

Luana, que nunca tinha trocado uma ideia comigo já chegou-chegaNO e afirmou que ia dormir na casa do Gui!!!!

A mãe dela disse que dessa vez não daria e blablabla... e os dois seguiram seus rumos muito bolados! O Gui inclusive ficou muito puto comigo, só que naquele dia tínhamos marcado de visitar a bisa dele após a aula. E convencê-lo de que não era algo fácil pois não nos conhecemos ainda mas que poderíamos marcar uma bagunça em nossa casa...

Sério?!! Mas já!!!!!!!






terça-feira, 21 de abril de 2015

sobre a nova escola

Hello crazy people!!!

Xô contar para vocês sobre a saga da escola...

Desde quando senti necessidade de matricular o Gui em alguma instuição de ensino, infelizmente o financeiro falou mais alto e não pude deixá-lo na escola que digamos assim, era a ideal.

Ser pobre no Brasil é o catiço de ruim!!!!

Pensei na possibilidade dele estudar em alguma escola pública. Pena q nunca fomos sorteados.

Durante um ano e meio, ele esteve em uma escola próxima da nossa antiga casa, e ele não conseguiu se adaptar. Tenho plena consciência de que era nossa culpa. Eu e seu pai não passavamos por uma fase bacana e interferiu muito em nosso filho. Criamos laços com os pais dos amiguinhos e até hoje nos encontramos. Ele adora os amigos dessa primeira escola.

Quando nos mudamos novamente, bairro novo, escola nova e apesar dele até mostrar certo interesse nas atividades escolares, era um verdadeiro inferno deixá-lo na escola (de 7h às 18h) chorando e implorando para eu não trabalhar !! Me sentia a pEor mãe do mundo!

Esse ano eu estava separada e meio q perdida sobre o que fazer com ele. Ainda trabalhava e o ano letivo ia começar e ele ainda não tinha sido matriculado. Dividíamos a guarda, então passava 4 dias comigo e 4 com o pai. Ficava dividido entre Tijuca e Grajaú. A escola precisava ser de fácil acesso para ambos!

Botei na cabeça que esse ano precisaria da vaga na escola pública. Por ainda não ter idade suficiente para tentarmos o sorteio do Colégio da Aplicação da Uerj ou Colégio Pedro II, pensei num outro público de qualidade, o Instituto de Educação. Pena que não abriram vaga para a idade do Gui!!!!!!

O inscrevi pro sorteio da escola pública e infelizmente não tivemos sorte!! :(

Então no início de fevereiro fui demitida!!!!! (ahh, que beleza!)

Corri para o Conselho Regional de Educação e implorei por uma vaga e consegui!!!!

E pasmem, após a segunda semana o meu filhote já estava bem adaptado!!! Ao ponto de chegar em casa comentando logo sobre seu dia legal na escola!

Claaaaro que nos primeiros dias foram aquele barraco, pq néam... o Gui adora um show!!!! E na porta da escola todos os pais/responsáveis olhavam o espetáculo pirotécnico dele e eu morria de vergonha!!!!! E também estava exausta disso tudo.

Foi então que colocar o uniforme nele passou a ser algo tranquilo, e não uma luta de MMA.

Ele ia tranquilo e contente para a aula.

Professora Dulce eu te AMO!

#escolapública é tudo de bom minha gentchy! só em não ter que pagar zilhões de taxas extras e ainda recebemos material e uniforme!

Por enquanto é isso!